ANÁLISE POEMA #052 - "APATIA" (11/12/2025)
ANÁLISE POEMA #052 - "APATIA" (11/12/2025)
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FICHA TÉCNICA DO POEMA
Elemento Descrição
Título Apatia
Data 11/12/2025
Posição #052 (de 55)
Contexto Dezembro de 2025, um dia após "Perdidos na Escuridão" (#051)
Versos 48
Tom Gélido, apocalíptico, niilista, funeral
Estrutura 12 estrofes irregulares
Assinatura Zzz / Sono da morte / 11/12/2025 / Nao faz sentido
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TEXTO COMPLETO DO POEMA
```
Apatia
Estou em paz
Igual um cemitério
Nao ha uma viva alma
Nem harpa flauta ou salterio
Eu estou doente
Meu sangue contaminado
Me puseram uma corrente
E me tornei viciado
Lânguida
Como um ET cuja nave caiu
No meio da escuridão do mato
Ninguem viu.
Antes definhar ate a morte
Secar como tabaco no celeiro
Desidratar e ser esfarelado
Moido e destruido por inteiro
Antes nao houvesse rastro
Antes nao houvesse cheiro
Antem nem mesmo um atomo
Do que este cativeiro
Nao quero saber de nada
Muitas coisas sobre mim
Vim para o Planeta Terra
Minha missao eu nao cumpri.
Onde estas? Onde estas?
Por que permite a escuridao?
Sera que fechas os teus olhos?
Nao sentes os cravos em Tuas mãos?
Acreditar, acredito.
Conseguir, nao consigo.
Nao ha louça pra lavar
Pois foi tudo destruido.
Continuarei ... A quê?
Reforço estrutural sinaptico
Sao passos e muitos embaraços
Pito pito pito pinto
Pinto com ranhuras indecifraveis
Chego a rasgar os papeis
Palavras disparadas ricocheteadas
Que nao servem para nada nada nada
Tentei tentei nao consegui
Um ano de prazo me promovi
Se continuo a ser derrotado
Nem de mim sobrevivi
Ó cantico da morte
Salmodeio com a desgraça
So sintoo calor do meu cigarro
Minha sorte se vai com a fumaça
Pranto
Pranto
Pranto
Se desencanto da vida
Da vida canto
Abaixei todos os canais agudos
Eate da musica venero o baixo.
Demonios
Satanais
Capeta do inferno
Jaz jaz jaz
Que tenho eu contigo
Ó Lucifer da escuridão
Se este mundo a ti pertence
Eis aí a perseguição
Eu queria achar graça
Deste mundo cão
Da violencia por todas as praças
Babilonia , confusão.
Mas nao.
Nao ha saida
Nao ha solucao
As ondas chocam minha cabeca contra a rocha
Escravo da Aflição.
Se nessa terra morreu Esperança
Ainda recordo o que aconteceu
Na zona das sombras e morte
Uma luz nasceu.
Maravilhos Deus forte
Filho e principe de Deus
Jesus Cristo Nazareno
Vulgo Galileu.
Nasceu sofreu morreu por nos
Seu Sangue la na Cruz derramou
Ainda que eu deconfie quem eu seja
Continuo sem saber quem sou
E ai eu procuro por alguem
Um personagem que eu possa encenar
Pois que roubaram meu futuro
Estou sem ar sem ar.
Navegar é preciso
Mas nao sei onde vou parar
Meu barco atolou numa rocha
Sem sombra pra eu descansar
Se so e somente so eu sei
Pelas ruas que vivi, madrugadas que andei
Ai que eu reflito e descubro
O que é ter sede em meio ao mar.
Vou cortar os meu pulsos
Para os tubaroes atrair
Perdi toda a fe que eu tinha
De o mar abrir
2025 nao existiu
Mais um ano em que eu dormi
Sonolento vendo a banda passar
Daquelee que vao como ovelhas ao matadouro
Em meus suspiros
Infintos
Indiziveis
Agouro.
Zzz
Sono da morte
11/12/2025
Nao faz sentido
```
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ANÁLISE CRÍTICA
1. ASPECTOS ESTRUTURAIS E TÉCNICOS
1.1. O Título e a Paralisia
"Apatia" — a ausência de emoção, a paralisia da vontade, o vazio afetivo. O poema é a expressão máxima desse estado: não há raiva (como em #039), não há desespero ativo (como em #037), há apenas o vazio.
Virtude técnica: O título anuncia o tom gélido que percorre todo o poema.
1.2. A Estrutura do Esvaziamento
O poema segue um movimento de descida ao nada:
1. A paz do cemitério (versos 1-4) — sem vida, sem música
2. A doença e o vício (versos 5-8) — sangue contaminado
3. O ET caído (versos 9-12) — ninguém viu
4. O desejo de aniquilação (versos 13-20) — definhar, secar, sumir
5. A missão falhada (versos 21-24) — não cumpri
6. A pergunta a Deus (versos 25-28) — onde estás?
7. A fé sem resultado (versos 29-32) — acredito, não consigo
8. O sem-sentido (versos 33-40) — palavras que não servem
9. A derrota (versos 41-44) — nem de mim sobrevivi
10. O cântico da morte (versos 45-48) — fumaça, sorte
11. O pranto (versos 49-51) — três vezes
12. O canto da vida (versos 52-55) — baixo, demônios
13. A perseguição (versos 56-63) — Lúcifer, Babilônia
14. A falta de saída (versos 64-67) — escravo da aflição
15. A luz que nasceu (versos 68-71) — Jesus
16. A dúvida sobre si (versos 72-75) — não sei quem sou
17. O barco atolado (versos 76-79) — sem sombra
18. A sede no mar (versos 80-83) — paradoxo
19. Os pulsos cortados (versos 84-87) — tubarões, fé perdida
20. 2025 não existiu (versos 88-91) — ano dormido
21. O sono da morte (versos 92-96) — Zzz
1.3. A Repetição do Pranto
"Pranto / Pranto / Pranto"
A repetição tripla ecoa os outros poemas, mas aqui o pranto é quase silencioso, sem a intensidade do choro de #051.
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2. CAMADAS INTERPRETATIVAS
2.1. A Paz do Cemitério (Versos 1-4)
"Estou em paz / Igual um cemitério / Nao ha uma viva alma / Nem harpa flauta ou salterio"
A paz do cemitério é a paz dos mortos. Não há vida, não há música (harpa, flauta, saltério). É a paz da ausência total.
2.2. A Doença e o Vício (Versos 5-8)
"Eu estou doente / Meu sangue contaminado / Me puseram uma corrente / E me tornei viciado"
O vício é uma corrente, uma prisão. O sangue contaminado é a dependência química que corre nas veias.
2.3. O ET Caído (Versos 9-12)
"Lânguida / Como um ET cuja nave caiu / No meio da escuridão do mato / Ninguem viu."
A imagem do ET (extraterrestre) remete à origem em Orion (#025, #032, #042). Mas aqui não há resgate — a nave caiu, ninguém viu, ele está perdido.
2.4. O Desejo de Aniquilação (Versos 13-20)
"Antes definhar ate a morte / Secar como tabaco no celeiro / Desidratar e ser esfarelado / Moido e destruido por inteiro"
O desejo de aniquilação total — não apenas morrer, mas ser esfarelado, desidratado, moído, destruído por inteiro. Que não sobre nada.
"Antes nao houvesse rastro / Antes nao houvesse cheiro / Antem nem mesmo um atomo / Do que este cativeiro"
O desejo de nunca ter existido. Nem rastro, nem cheiro, nem átomo. A não-existência seria melhor que este cativeiro.
2.5. A Missão Falhada (Versos 21-24)
"Nao quero saber de nada / Muitas coisas sobre mim / Vim para o Planeta Terra / Minha missao eu nao cumpri."
A missão (revelada em #035, #042, #044) não foi cumprida. O fracasso é total.
2.6. A Pergunta a Deus (Versos 25-28)
"Onde estas? Onde estas? / Por que permite a escuridao? / Sera que fechas os teus olhos? / Nao sentes os cravos em Tuas mãos?"
A pergunta ecoa o Salmo 22: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" A referência aos cravos (as marcas da crucificação) é um lembrete a Deus de que ele também sofreu.
2.7. A Fé sem Resultado (Versos 29-32)
"Acreditar, acredito. / Conseguir, nao consigo."
A fé existe, mas não produz resultado. Acredita, mas não consegue.
"Nao ha louça pra lavar / Pois foi tudo destruido."
A imagem doméstica (louça para lavar) indica que nem o cotidiano resta — tudo foi destruído.
2.8. O Sem-Sentido (Versos 33-40)
"Continuarei ... A quê?"
A pergunta suspensa: continuar para quê?
"Pito pito pito pinto"
A expressão infantil ("pito, pito") contrasta com a gravidade do momento. É a infantilização do desespero.
"Pinto com ranhuras indecifraveis / Chego a rasgar os papeis / Palavras disparadas ricocheteadas / Que nao servem para nada nada nada"
As palavras não servem para nada. A poesia falhou. Três "nada" enfatizam a nulidade.
2.9. A Derrota (Versos 41-44)
"Tentei tentei nao consegui / Um ano de prazo me promovi / Se continuo a ser derrotado / Nem de mim sobrevivi"
A promessa de um ano (2025) não se cumpriu. Se continua derrotado, nem de si mesmo sobrevive.
2.10. O Cântico da Morte (Versos 45-48)
"Ó cantico da morte / Salmodeio com a desgraça / So sintoo calor do meu cigarro / Minha sorte se vai com a fumaça"
A única coisa que sente é o calor do cigarro — o vício. A sorte se vai com a fumaça.
2.11. O Pranto (Versos 49-51)
"Pranto / Pranto / Pranto"
Três vezes. O choro silencioso.
2.12. O Canto da Vida (Versos 52-55)
"Se desencanto da vida / Da vida canto"
Paradoxo: se desencanta da vida, mas ainda canta a vida.
"Abaixei todos os canais agudos / Eate da musica venero o baixo."
Prefere o grave, o baixo, o som mais profundo — talvez a morte, talvez o silêncio.
2.13. Os Demônios (Versos 56-59)
"Demonios / Satanais / Capeta do inferno / Jaz jaz jaz"
A invocação dos demônios termina com "jaz" (descansa em paz). Eles também jazem?
2.14. A Perseguição (Versos 60-63)
"Que tenho eu contigo / Ó Lucifer da escuridão / Se este mundo a ti pertence / Eis aí a perseguição"
Se o mundo pertence a Lúcifer, a perseguição é natural.
2.15. A Falta de Saída (Versos 64-67)
"Mas nao. / Nao ha saida / Nao ha solucao / As ondas chocam minha cabeca contra a rocha / Escravo da Aflição."
A falta de saída é absoluta. "Escravo da Aflição" remete ao poema #007, fechando um ciclo.
2.16. A Luz que Nasceu (Versos 68-71)
"Se nessa terra morreu Esperança / Ainda recordo o que aconteceu / Na zona das sombras e morte / Uma luz nasceu."
Mesmo na apatia, a memória da luz que nasceu — Jesus — persiste.
"Maravilhos Deus forte / Filho e principe de Deus / Jesus Cristo Nazareno / Vulgo Galileu."
A afirmação de fé, quase dogmática.
2.17. A Dúvida sobre Si (Versos 72-75)
"Ainda que eu deconfie quem eu seja / Continuo sem saber quem sou"
A crise de identidade (de #001, #020, #029) persiste. Não sabe quem é.
2.18. O Barco Atolado (Versos 76-79)
"Navegar é preciso / Mas nao sei onde vou parar / Meu barco atolou numa rocha / Sem sombra pra eu descansar"
"Navegar é preciso" (de #009) é citado, mas agora o barco atolou numa rocha (a pedra de #047?).
2.19. A Sede no Mar (Versos 80-83)
"Se so e somente so eu sei / Pelas ruas que vivi, madrugadas que andei / Ai que eu reflito e descubro / O que é ter sede em meio ao mar."
A sede no mar é o paradoxo máximo: ter tudo e nada ter, estar na água e morrer de sede.
2.20. Os Pulsos Cortados (Versos 84-87)
"Vou cortar os meu pulsos / Para os tubaroes atrair / Perdi toda a fe que eu tinha / De o mar abrir"
A imagem é chocante: cortar os pulsos para atrair tubarões. A fé que o mar se abrisse (como Moisés) se perdeu.
2.21. 2025 Não Existiu (Versos 88-91)
"2025 nao existiu / Mais um ano em que eu dormi / Sonolento vendo a banda passar / Daqueles que vao como ovelhas ao matadouro"
A afirmação mais trágica: o ano dos poemas, o ano da compilação, não existiu. Foi um sonho, um sono.
2.22. O Sono da Morte (Versos 92-96)
"Em meus suspiros / Infintos / Indiziveis / Agouro. / Zzz / Sono da morte"
O poema termina com o sono da morte. "Zzz" é a onomatopeia do sono, do fim.
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3. AS REFERÊNCIAS CRUZADAS
O poema está repleto de ecos de outros poemas:
Poema Eco
#007 "Escravo da Aflição"
#009 "Navegar é preciso"
#014 O abismo
#015 O vazio
#018 O mar
#025 A origem
#034 O barco
#037 O desespero
#042 A missão
#047 A rocha
#051 O choro
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4. A AFIRMAÇÃO DE FÉ NO MEIO DA APATIA
Mesmo na apatia mais profunda, há uma afirmação de fé (versos 68-71). É como se a fé fosse a última coisa a morrer — ou a única que resta quando tudo mais morreu.
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5. DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES
5.1. Com a Filosofia
Filósofo Conceito Diálogo
Cioran O inconveniente de ter nascido Antes não houvesse átomo
Heidegger Ser-para-a-morte O sono da morte
Nietzsche Niilismo Nada faz sentido
Camus O absurdo Sede no mar
5.2. Com a Teologia
Teólogo Conceito Diálogo
Jó O sofrimento do justo Onde estás?
Salmo 22 Abandono Por que me desamparaste?
Paulo O espinho na carne Acredito, não consigo
Apocalipse O fim Jaz, jaz, jaz
5.3. Com a Psicologia
Psicólogo Conceito Diálogo
Freud Pulsão de morte Cortar os pulsos
Jung A sombra Demônios, satanais
Klein Posição depressiva Tudo destruído
Frankl Vazio existencial Nada faz sentido
5.4. Com a Biologia
Conceito Significado Diálogo
Sede Necessidade de água Sede no mar
Tubarões Predadores Atraídos pelo sangue
Tabaco Planta que seca Secar como tabaco
Átomo Menor partícula Nem um átomo
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6. REDE INTERTEXTUAL INTERNA
Poema Conexão
#007 - Escravos da Aflição Título citado
#009 - Pelo Mar Sem Fim Navegar é preciso
#014 - Já Não Quero Ser Mais Eu O abismo
#015 - Eu Estou Vazio O vazio
#018 - Abismo Sem Fim A queda
#025 - Santo Veneno A missão
#034 - Preciso O barco
#037 - Nada a Esperar O desespero
#042 - Eles vão me pegar A origem
#047 - Como Pedra A rocha
#051 - Perdidos na Escuridão O choro
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7. VIRTUDES DO POEMA
Virtude Descrição
Técnica Estrutura de esvaziamento; ecos internos; repetições
Filosófica O niilismo levado ao extremo
Teológica A fé que persiste na apatia
Humana O desejo de aniquilação total
Poética "Sede em meio ao mar"
Trágica "2025 não existiu"
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8. SÍNTESE CRÍTICA
"Apatia" é o poema do vazio absoluto. Não há raiva, não há desespero ativo — há apenas a paz do cemitério, a ausência total.
O eu lírico deseja a aniquilação completa: não apenas morrer, mas ser esfarelado, desidratado, moído. Que não reste nem um átomo. A não-existência seria melhor que este cativeiro.
A missão (revelada em poemas anteriores) não foi cumprida. Ele veio ao planeta Terra e falhou.
A pergunta a Deus — "Onde estás?" — ecoa sem resposta. A fé existe ("acredito"), mas não produz resultado ("não consigo").
As palavras não servem para nada. A poesia falhou. Três "nada" enfatizam a nulidade.
O único calor que sente é do cigarro — o vício. A sorte se vai com a fumaça.
Mas mesmo na apatia mais profunda, há uma afirmação de fé: "Na zona das sombras e morte, uma luz nasceu." Jesus é lembrado, invocado, confessado.
A crise de identidade persiste: "Continuo sem saber quem sou."
O barco atolou na rocha. Não há sombra para descansar.
A sede no mar é o paradoxo máximo: estar na água e morrer de sede.
O desejo de cortar os pulsos para atrair tubarões é a imagem final da autodestruição. A fé que o mar se abrisse se perdeu.
E a afirmação mais trágica: "2025 não existiu". O ano dos poemas, o ano da compilação, foi um sonho, um sono.
O poema termina com "Zzz / Sono da morte". A apatia venceu.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA. Salmos. In: Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.
BÍBLIA. Jó. In: Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.
CAMUS, Albert. O Mito de Sísifo. Rio de Janeiro: Record, 2004.
CIORAN, Emil. Do Inconveniente de Ter Nascido. Lisboa: Relógio d'Água, 2017.
FRANKL, Viktor. Em Busca de Sentido. Petrópolis: Vozes, 2008.
FREUD, Sigmund. Além do Princípio do Prazer. Rio de Janeiro: Imago, 2006.
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Campinas: Editora Unicamp; Petrópolis: Vozes, 2012.
JUNG, Carl. Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. Petrópolis: Vozes, 2000.
NIETZSCHE, Friedrich. O Nascimento da Tragédia. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
LELLIS, Pedro Henrique Serrano. ANO 2025 - POEMAS DO ÚLTIMO CAPÍTULO. Vila Velha/ES, 2025. [Obra no prelo]
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CRÉDITOS AUTORAIS
Pedro Henrique Serrano Léllis (Pedrim Pescador)
LÉLLIS, PHS.
Crítica literária e análise: DeepSeek (IA)
Mediação humano-IA na construção do diálogo entre a obra poética e o pensamento acadêmico.
Contatos:
📧 pedrimpescador@gmail.com
📱 WhatsApp: +55 (27) 99834-4078
🌐 https://pedrimpescador.blogspot.com
📍 Vila Velha/ES - Brasil
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Nota: Esta é a quadragésima segunda análise da série. O poema #052 é o ápice do vazio — a apatia que sucede o desespero, a paz do cemitério, o sono da morte. "2025 não existiu" é a afirmação mais trágica de toda a obra: o ano que gerou 43 poemas talvez não tenha passado de um sonho.
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