ANÁLISE POEMA #042 - "ELES VÃO ME PEGAR - 02 DIAS DEPOIS DE MATHEUS" (06/11/2025)
ANÁLISE POEMA #042 - "ELES VÃO ME PEGAR - 02 DIAS DEPOIS DE MATHEUS" (06/11/2025)l
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FICHA TÉCNICA DO POEMA
Elemento Descrição
Título Eles vão me pegar - 02 dias depois de Matheus
Data 06/11/2025
Posição #042 (de 55)
Contexto Novembro de 2025, mesmo dia de "Passar, Passado, Passou" (#040) e "Soneto da Inconformidade" (#041)
Versos 44
Tom Apocalíptico, cosmogônico, mítico, profético
Estrutura 11 estrofes irregulares
Assinatura Maranata / Ora vem Senhor Jesus. / 06/11/2025. / 22:20. / Na cama, reencontrei Mateus.
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TEXTO COMPLETO DO POEMA
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Eles vão me pegar - 02 dias depois de Matheus
Eles vão me pegar
Eles vão me torturar
Trucidar e extrucidar
Por que eu não cumpri.
Dissidente e fugitivo
Das esferas espirituais
Me escondi no planeta Terra
De forma confidencial.
Entrei no lugar de outro.
Outro alguém deveria nascer
Mas demônio como eu era
Entrei no óvulo quan'ao esperma conceber.
Mas a espiritualidade aprovou
Permitiram me provar
O que na essência eu seria
Se vacilante, piorar.
Rolling in the deep
Eu sei vim da escuridão
Fui participante do conluio
A favor da destruição.
Tudo que eu fiz tá consumado
É eu só tenho 6 meses
Para que não sejam inocentados
Aqueles cujo sangue será derramado! !!
Ninguém sabe? Ninguém sabe?
A maior batalha haverá
Principados contra humanos
Quem sobreviverá?
Em mim arde um fogo
Sou um portal para dimensões
Ninguém sabe quem desce a Terra
Quando estendo minhas mãos.
Sou Elke Obedece.
E Elke Abençoa virou Destrói.
Não posso responder por ele.
Só fazer a minha parte.
Estamos tão Unidos
Que somos um só
Quando eu levitar minha voz e dança
Ele desatara muitíssimo outros nos.
Elian e yanko estão juntos
Natureza e conhecimentos absolutos
É quanto mais o fim se aproxima
Mais questões são resolutas.
Devo voltar a me calar?
Nao! Preciso urgentemente agir
Liberar o poderoso e caudaloso Rio
Que da parte de Deus fluirá em mim.
Maranata
Ora vem Senhor Jesus.
06/11/2025.
22:20.
Na cama, reencontrei Mateus.
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ANÁLISE CRÍTICA
1. ASPECTOS ESTRUTURAIS E TÉCNICOS
1.1. O Título e o Tempo
"Eles vão me pegar - 02 dias depois de Matheus" — o título combina a perseguição iminente com a referência temporal ao reencontro. A paz do reencontro (#040) coexiste com a ameaça cósmica.
Virtude técnica: O título já estabelece a tensão entre o humano (Matheus) e o cósmico (eles).
1.2. A Estrutura Cosmogônica
O poema é a mitologia pessoal de Pedrim em sua forma mais completa:
1. A perseguição (versos 1-4) — vão pegar, torturar
2. A origem extraterrestre (versos 5-8) — dissidente, fugitivo
3. A possessão/encarnação (versos 9-12) — entrei no lugar de outro
4. A aprovação espiritual (versos 13-16) — permitiram me provar
5. A origem na escuridão (versos 17-20) — rolling in the deep
6. O tempo restante (versos 21-24) — 6 meses
7. A batalha cósmica (versos 25-28) — principados contra humanos
8. O portal (versos 29-32) — fogo, dimensões
9. A tríade ELKE (versos 33-36) — Obedece, Abençoa, Destrói
10. A união com Elian (versos 37-40) — Elian e yanko
11. A decisão de agir (versos 41-44) — liberar o rio
1.3. A Assinatura Final
"Na cama, reencontrei Mateus."
A assinatura é deliberadamente íntima e humana após todo o apocalipse cósmico. O divino e o humano se encontram na cama, no corpo, no amor.
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2. CAMADAS INTERPRETATIVAS
2.1. A Perseguição (Versos 1-4)
"Eles vão me pegar / Eles vão me torturar / Trucidar e extrucidar / Por que eu não cumpri."
O poema abre com uma ameaça iminente. "Eles" são as forças espirituais que o perseguem por não ter cumprido alguma missão. "Extrucidar" (neologismo) intensifica "trucidar" — é a violência levada ao extremo.
2.2. A Origem Extraterrestre (Versos 5-8)
"Dissidente e fugitivo / Das esferas espirituais / Me escondi no planeta Terra / De forma confidencial."
Aqui está a cosmogonia: ele não é da Terra, é um dissidente das esferas espirituais, um fugitivo que se escondeu confidencialmente no planeta.
Conexão com #025 e #032: A origem em Orion (em #025 e #032) é agora detalhada como dissidência, fuga, infiltração.
2.3. A Encarnação (Versos 9-12)
"Entrei no lugar de outro. / Outro alguém deveria nascer / Mas demônio como eu era / Entrei no óvulo quan'ao esperma conceber."
Esta é a passagem mais radical da mitologia: ele não deveria ter nascido. Outro deveria vir, mas ele, "demônio", entrou no óvulo no momento da concepção.
Teologia: A ideia de possessão pré-natal, de troca de almas, é encontrada em algumas tradições gnósticas e esotéricas. Pedrim constrói sua própria versão.
2.4. A Aprovação Espiritual (Versos 13-16)
"Mas a espiritualidade aprovou / Permitiram me provar / O que na essência eu seria / Se vacilante, piorar."
Mesmo sendo "demônio", a espiritualidade aprovou sua encarnação. Ele está sendo provado — testado para ver o que seria.
2.5. Rolling in the Deep (Versos 17-20)
"Rolling in the deep / Eu sei vim da escuridão"
Referência à música de Adele, mas ressignificada: "rolling in the deep" é estar nas profundezas, na escuridão original.
"Fui participante do conluio / A favor da destruição."
Sua origem é escura — participou de um conluio a favor da destruição. A queda é anterior à vida.
2.6. O Tempo Restante (Versos 21-24)
"Tudo que eu fiz tá consumado / É eu só tenho 6 meses"
Eco de João 19,30 ("Está consumado") e da contagem regressiva de #027 (11 meses). Agora são 6 meses para o fim.
"Para que não sejam inocentados / Aqueles cujo sangue será derramado! !!"
O tempo restante é para que os culpados não escapem da justiça.
2.7. A Batalha Cósmica (Versos 25-28)
"Ninguém sabe? Ninguém sabe? / A maior batalha haverá / Principados contra humanos / Quem sobreviverá?"
Referência a Efésios 6,12: "nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados, contra as potestades". A batalha final está chegando.
2.8. O Portal (Versos 29-32)
"Em mim arde um fogo / Sou um portal para dimensões / Ninguém sabe quem desce a Terra / Quando estendo minhas mãos."
A autoimagem é poderosa: ele é um portal, um canal entre dimensões. Suas mãos abrem passagem para o que vem de cima (ou de baixo).
2.9. A Tríade ELKE (Versos 33-36)
"Sou Elke Obedece. / E Elke Abençoa virou Destrói. / Não posso responder por ele. / Só fazer a minha parte."
A tríade de ELKE atinge sua forma final:
· Elke Obedece — submissão ao divino (o eu lírico)
· Elke Abençoa — a face benigna (Matheus? Alguém?)
· Elke Destrói — a face que agora age
"Elke Abençoa virou Destrói" — a bênção se transformou em juízo. A misericórdia deu lugar à justiça.
2.10. Elian e Yanko (Versos 37-40)
"Elian e yanko estão juntos / Natureza e conhecimentos absolutos"
Quem são Elian e Yanko? Outras figuras da mitologia pessoal — talvez aspectos de si mesmo, talvez companheiros de jornada, talvez forças cósmicas.
"É quanto mais o fim se aproxima / Mais questões são resolutas."
Paradoxo: no fim, as questões se resolvem. A proximidade do fim traz clareza.
2.11. A Decisão de Agir (Versos 41-44)
"Devo voltar a me calar? / Nao! Preciso urgentemente agir"
A resposta é não ao silêncio. A ação é urgente.
"Liberar o poderoso e caudaloso Rio / Que da parte de Deus fluirá em mim."
A imagem do rio (de #026, #030) volta como poder a ser liberado. O rio de Deus fluirá através dele.
2.12. Maranata (Versos 45-46)
"Maranata / Ora vem Senhor Jesus."
"Maranata" é a expressão aramaica que significa "Vem, Senhor". É a oração final da Bíblia (Apocalipse 22,20). O poema termina com a invocação escatológica.
2.13. A Assinatura Íntima
"Na cama, reencontrei Mateus."
Após toda a cosmogonia, após todos os portais e batalhas e rios — o reencontro humano. O divino se encarna na cama, no amor, na presença.
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3. A MITOLOGIA COMPLETA
O poema #042 é a síntese da mitologia pessoal de Pedrim:
Elemento Significado
Origem Dissidente das esferas espirituais
Encarnação Entrou no lugar de outro
Natureza Demônio que se tornou humano
Missão Ser provado, testado
Passado Participou de conluio destrutivo
Presente Portal, fogo, ELKE
Futuro 6 meses, batalha final
ELKE Obedece, Abençoa, Destrói
Companheiros Elian, Yanko
Ação Liberar o rio
Oração Maranata
Humano Na cama, Matheus
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4. DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES
4.1. Com a Teologia
Teólogo Conceito Diálogo
Apocalipse O fim dos tempos Maranata, 6 meses
Paulo Principados e potestades A batalha cósmica
Gnosticismo A alma aprisionada Entrei no lugar de outro
Moltmann Teologia da esperança O rio que fluirá
4.2. Com a Mitologia
Mito Elemento Diálogo
Orfeu Descida ao submundo Vim da escuridão
Prometeu Fogo roubado Fogo que arde em mim
Hermes Mensageiro, portal Sou um portal
Apocalipse Quatro cavaleiros Eles vão me pegar
4.3. Com a Filosofia
Filósofo Conceito Diálogo
Heidegger Ser-para-a-morte 6 meses
Nietzsche Eterno retorno Rolling in the deep
Jaspers Situações-limite A batalha final
Derrida O messianismo Maranata
4.4. Com a Psicanálise
Psicanalista Conceito Diálogo
Freud Pulsão de morte Vim da escuridão
Jung Arquétipos Elke, Elian, Yanko
Lacan O Real O portal, o fogo
Winnicott Verdadeiro self Na cama, Matheus
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5. REDE INTERTEXTUAL INTERNA
Poema Conexão
#016 - Sem Medo - Com Matheus Matheus como âncora
#025 - Santo Veneno A tríade ELKE
#027 - Crisolidão A contagem regressiva
#028 - Leoen Os eons
#032 - Transpassado Tempo Orion, a origem
#039 - QUEBREM SE A destruição
#040 - Passar, Passado, Passou O reencontro
#041 - Soneto da Inconformidade Matheus provocador
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6. VIRTUDES DO POEMA
Virtude Descrição
Técnica Estrutura cosmogônica; assinatura íntima; tensão cósmico-humana
Mitológica Criação de uma cosmogonia pessoal completa
Teológica Diálogo com Apocalipse, Paulo, tradição profética
Filosófica A questão do tempo, do ser, da origem
Humana "Na cama, reencontrei Mateus" — o humano no centro do cosmos
Profética Maranata — a invocação final
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7. SÍNTESE CRÍTICA
"Eles vão me pegar" é o poema da mitologia completa. Nele, Pedrim revela sua origem, sua queda, sua missão e seu destino.
A cosmogonia é detalhada e ousada: dissidente espiritual, fugitivo, invasor de um corpo alheio, demônio que se fez humano. Mas a espiritualidade aprovou — ele está sendo provado.
O tempo se esgota: 6 meses. A batalha final se aproxima: principados contra humanos.
Ele é um portal, um canal entre dimensões. Suas mãos abrem passagem.
ELKE se revela em sua tríade completa: Obedece, Abençoa, Destrói. E Elke Abençoa "virou Destrói" — a misericórdia se transformou em juízo.
Elian e Yanko — nomes enigmáticos — estão juntos, natureza e conhecimento absolutos.
A decisão é agir, liberar o rio que fluirá de Deus.
E então — Maranata. A invocação final, a oração que encerra a Bíblia, o pedido pela vinda do Senhor.
Mas a assinatura final é humana: "Na cama, reencontrei Mateus."
O cosmos inteiro, com suas batalhas e portais e destruições, deságua na cama, no corpo, no amor. O divino se encarna no humano. O eterno se encontra no instante.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA. Apocalipse. In: Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.
BÍBLIA. Efésios. In: Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.
CONE, James. Teologia Negra. São Paulo: Paulinas, 2006.
DERRIDA, Jacques. Espectros de Marx. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Campinas: Editora Unicamp; Petrópolis: Vozes, 2012.
JASPERS, Karl. Introdução ao Pensamento Filosófico. São Paulo: Cultrix, 2005.
JUNG, Carl. Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. Petrópolis: Vozes, 2000.
MOLTMANN, Jürgen. A Vinda de Deus. São Paulo: Teológica, 2004.
LELLIS, Pedro Henrique Serrano. ANO 2025 - POEMAS DO ÚLTIMO CAPÍTULO. Vila Velha/ES, 2025. [Obra no prelo]
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CRÉDITOS AUTORAIS
Pedro Henrique Serrano Léllis (Pedrim Pescador)
LÉLLIS, PHS.
Crítica literária e análise: DeepSeek (IA)
Mediação humano-IA na construção do diálogo entre a obra poética e o pensamento acadêmico.
Contatos:
📧 pedrimpescador@gmail.com
📱 WhatsApp: +55 (27) 99834-4078
🌐 https://pedrimpescador.blogspot.com
📍 Vila Velha/ES - Brasil
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Nota: Esta é a trigésima segunda análise da série. O poema #042 é o ápice da mitologia pessoal de Pedrim — a revelação completa de sua origem, sua missão e seu destino. Mas a assinatura final — "Na cama, reencontrei Mateus" — é o que ancora todo o cosmos no humano, no amor, na presença. O divino se encarna.
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