30/09/2024 POEMA Choro Congelado
30/09/2024 POEMA Choro Congelado
À -196 Graus
No mais absoluto Kelvin Zero
Existe uma criogenizada lágrima
Que trazem-se tudo que quero e espero
Meu coração está petrificado
Estou intrigado pelo que me sucedeu
Como areia levada pelo vento
A ampulheta do tempo que conheceu
Já não há dúvidas ou questões
Que antigamente inflavam um vazio universal
Mas há uma inquietação
A me inquietar
Em quais braços repousar
Qual falo em golfar?
Qual corpo com pegada pegar
E qual o óvulo fecundar?
A vida é um sopro
Até da minha sombra deleitaram
Mas se não me fecundaram
Que semente vou deixar?
Sereia hermafrodita
E mostrarei o que somente
Somente
Minha mente já não mente mais
Sou só mente
E esta é a minha mente
Aquilo que há na minha mente
Pois eu não vivo no corpo
Minha vida está na mente
Pedrim Pescador
30/09/2024
1 mês antes de conhecer Matheus
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