03/03/2024 POEMA Escravos da Aflição
03/03/2024 POEMA Escravos da Aflição
Olhando para o chão alucinado
Pensando que possa ter perdido um pedaço
Rastreando as sarjetas para encontrar
Uma ponta uma guimba ou quem sabe um maço de cigarro?
Revirando o lixo em busca de metal
Em busca de qualquer coisa
Que lhe valha uma moeda
E todo o dinheiro que ajunta
... Ao traficante entrega
Perderam o sentido da vida
Cadáveres vivos sem banho água ou comida
Jornadas ininterruptas de 24 horas
Uma maratona suicida
Arde consome o fogo queima sem parar
Arde consome o fogo queima sem parar
Arde consome o fogo queima sem parar
Arde consome o fogo queima sem parar
Para uma vida que já se acabou
Naturalmente não esperam o fim dela
Em tudo que ele faça está insano
Não deixemos de amá-lo
Também é um ser humano
Viciado doente nóia: humano
Sempre andando em alta velocidade
Não há quem pare o seu corre
Dos crimes de menor potencial ofensivo a sociedade
A morrer eletrocutado roubando cobre
Sempre vagando na escuridão
Muitas das vezes ele sozinho é um lixão
Reflexo de uma sociedade doente
Que até demonstra que tem mente
Mas sem amor no coração
O que será de seu futuro
Se contra eles há um muro
Um abismo uma separação?
As ondas chocam suas cabeças contra a rocha
Ninguém para dar a mão
Como um barco que está a derivar
Perdido pelo mar sem fim
Sem que a maioria do tempo mostra a tua ira, cantou Bob Marley
Não deixe a fúria cair sobre mim
Fala de mim quanto a mim
Vou te revelar
Deus transformou o meu deserto em um jardim
Me livrou do instante que seria o meu fim
Pois eu também estive lá
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Perdidos na escuridão (Fagner)
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