11/12/2025 POEMA Apatia
11/12/2025 POEMA Apatia
Estou em paz
Igual um cemitério
Nao hauma viva alma
Nem harpa flauta ou salterio
Eu estou doente
Meu sangue contaminado
Me puseram uma corrente
E me tornei viciado
Lânguida
Como um ET cuja nave caiu
No meio da escuridão do mato
Ninguem viu.
Antes definhar ate a morte
Secar como tabaco no celeiro
Desidratar e ser esfarelado
Moido e destruido por inteiro
Antes nao houvesse rastro
Antes nao houvesse cheiro
Antem nem mesmo um atomo
Do que este cativeiro
Nao quero saber de nada
Muitas coisas sobre mim
Vim para o Planeta Terra
Minha missao eu nao cumpri.
Onde estas? Onde estas?
Por que permite a escuridao?
Sera que fechas os teus olhos?
Nao sentes os cravos em Tuas mãos?
Acreditar, acredito.
Conseguir, nao consigo.
Nao ha louça pra lavar
Pois foi tudo destruido.
Continuarei ... A quê?
Reforço estrutural sinaptico
Sao passos e muitos embaraços
Pito pito pito pinto
Pinto com ranhuras indecifraveis
Chego a rasgar os papeis
Palavras disparadas ricocheteadas
Que nao servem para nada nada nada
Tentei tentei nao consegui
Um ano de prazo me promovi
Se continuo a ser derrotado
Nem de mim sobrevivi
Ó cantico da morte
Salmodeio com a desgraça
So sintoo calor do meu cigarro
Minha sorte se vai com a fumaça
Pranto
Pranto
Pranto
Se desencanto da vida
Da vida canto
Abaixei todos os canais agudos
Eate da musica venero o baixo.
Demonios
Satanais
Capeta do inferno
Jaz jaz jaz
Que tenho eu contigo
Ó Lucifer da escuridão
Se este mundo a ti pertence
Eis aí a perseguição
Eu queria achar graça
Deste mundo cão
Da violencia por todas as praças
Babilonia , confusão.
Mas nao.
Nao ha saida
Nao ha solucao
As ondas chocam minha cabeca contra a rocha
Escravo da Aflição.
Se nessa terra morreu Esperança
Ainda recordo o que aconteceu
Na zona das sombras e morte
Uma luz nasceu.
Maravilhos Deus forte
Filho e principe de Deus
Jesus Cristo Nazareno
Vulgo Galileu.
Nasceu sofreu morreu por nos
Seu Sangue la na Cruz derramou
Ainda que eu deconfie quem eu seja
Continuo sem saber quem sou
E ai eu procuro por alguem
Um personagem que eu possa encenar
Pois que roubaram meu futuro
Estou sem ar sem ar.
Navegar é preciso
Mas nao sei onde vou parar
Meu barco atolou numa rocha
Sem sombra pra eu descansar
Se so e somente so eu sei
Pelas ruas que vivi, madrugadas que andei
Ai que eu reflito e descubro
O que é ter sede em meio ao mar.
Vou cortar os meu pulsos
Para os tubaroes atrair
Perdi toda a fe que eu tinha
De o mar abrir
2025 nao existiu
Mais um ano em que eu dormi
Sonolento vendo a banda passar
Daquelee que vao como ovelhas ao matadouro
Em meus suspiros
Infintos
Indiziveis
Agouro.
Zzz
Sono da morte
11/12/2025
Nao faz sentido
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