02/11/2025 POEMA Nada a Esperar
02/11/2025 POEMA Nada a Esperar
Não há mais nada
Nada que me faça prosperar
Não quero crer nem viver
Quem sabe ver o que me sera?
Não me resta fôlego
Não vai dar tempo de sair
Não vou conseguir subir
Deste abismo sem fim.
Nada ficou no lugar
Hoje eu quis quebrar tudo
Colapsar como um sol explode
É em seguida de nada mais importará.
Queria dormir o sono da morte
Pois não há quem se importe comigo
Por isso digo que as cores se perderam
É que em meu abrigo me refúgio do extremo frio.
Diria letras em eternos livros
Lamentando o que me sucedeu
Me perdi quando?
Em que dia mes ou ano?
Me disseste para aprender
Que amor é este?
De sair das alturas
Para ser feito humano?
Por que precisas de mim?
Quando verei a luz de novo?
Por que de frio estou parado
Estou fraco como sapo absorto.
Queria abrir os olhos e nada ver
Nem saber nem sentir nem perceber
Que se foda a existência
E tudo aquilo que Deus criou.
Não estou acostumado
A não ter valor nem pertencer
Sempre fui peça chave
Importante em dizer inspecionar fazer
Treme Treme Treme serra
Caiam os filhos de Odim
Que se acabe a vida na Terra
Encerrem se o os filhos de Caim.
Que não haja Luz
Que não haja vida
Que não haja sonhos
Que não haja expectativa
Que o universo se contraia
Que tudo esfrie sem energia
Que todos os gases sejam consumidos
É nem exista o que existiu um dia
Que não haja lembrança de mim
Sejam apagados os quadros
Desenhos livros e vertsos
E eu morra congelado
Por que todos me abandonaram
Nem procuram saber
Se estou vivo morto ou ocupado
Se internado viajando ou sendo torturado
Valeu a pena servir?
Pra eles foi de graça
Não sabem como os amei
Não sabem o quanto os amo.
Não sabem como os amei
Não sabem o quanto os amo
Não se recordam de mim
Nem respondem se lhes chamo
O que será que será?
O que será que serei?
Pois só eu sei o que vivi
É as dores que senti
Pelas ruas que andei.
02/11/2025
Amém
Culto ieqbv.
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