07.06 POEMA Crisolidão

 

O isolamento tomou conta


Já não sou o que já fui


Perdido em minhas próprias mãos


Por conta das escolhas que fiz



Vigiar foi preciso


Mas eu não vigiei


Não guardei a minha coroa


E o que sou já não sei no que me tornei



Voltar e preciso


Sair do abismo e subir a montanha


Minhas entranhas clamam remissão


Esperando o sol aquecer dessarte



Como um heterotermico a se aquecer


Com as juntas endurecidas pelo frio


Como a neve derreter


Como se fosse o primeiro assobio pio



E um cântico de lamentação


Uma composição para lamentar o que


As lembranças do que eu fui um dia


Encher me dê esperança para nEle reviver 



Depois de dias governados


Estou buscando me recompor


Desintoxicar o meu sangue


Libertar me do torpor.



Comida água doce comida Sono


Cama banho quente e solidão


Tenho chamado na mente meu marido


Mas não posso depender dele.



Não quero cortar o meu cabelo


Mas a casa estará sempre limpa


E no meu altar a plenos ares


A fumaça do incenso acesso com a chispa.



Não faz sentido 


Não faz sentido


Pra quem por que é até quando?


Pra que p

or quem sei que Deus


Continua me olhando.



06/07/2025


11 meses para O dia.


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