02/06/2025 - ASSOBIO, PIO, ARREPIO
POEMAS 2025
1 - ASSOBIO, PIO, ARREPIO
Perderam-se as cores para o inverno
Os verdes, as folhas, as cores, as flores,
Os frutos viçosos foram consumidos
E em meu abrigo me refugio do extremo frio
É como se tivesse anoitecido
Foram dez longos anos sem ter sido aquecido
E a alegria perdi de um dia
Lembranças do reflexo de uma criança que sorria
Já não havia mais sonhos ou esperança
Nem histórias ou cantos contados quando na infância
Rodas de ciranda, sertanejo, pagode ou samba
Instrumentos empoeirados, arco-flecha, espada-lança
E essa neve que cai sem parar?
Quantas outras árvores a quebrar?
Quantas outras montes despencar?
Quantos outros rios congelar?
E aí pergunto se um dia o sol vai clarear
Se essas constantes nuvens grossas vão se dissipar?
Me pergunto se um dia os ursos vão voltar a caçar
E as águias que nasceram, se dos seus ninhos um dia vão se lançar?
Porque tudo parou absurdamente
É como se de cama eu estivesse doente
Procurando pôr em rimas sentimentos
De um coração que morreu e esqueceu
De como é bom amar
Minhas mãos sem luvas
Meus dedos sem anéis
Meus chapéus descosturados
Meus livros sem papéis
Minha íris acinzentada
Meu chocolate sem açúcar nem cacau
Meu café sem nicotina
E o planeta Terra sem água potável
Adeus lindo beija-flor
Adeus tubarão, foca, pinguim
Adeus todas as estações
Todo início tem um fim
02/06/2024
Pedrim Pescador
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