02/06/2024 POEMA Assobio Pio Arrepio
02/06/24 ASSOBIO PIO ARREPIO
Perderam se as cores para o Inverno
Os verdes, as folhas, as cores, as flores
Os frutos viçosos foram consumidos
E em meu abrigo me refúgio do extremo frio
É como se tivesse anoitecido
Foram 20 longos anos sem ter sido aquecido
E a alegria Pueril de um dia
Lembranças no Reflexo de uma criança que sorria
Já não havia mais sonhos ou esperança
Nem história ou contos contados quando na infância
Rodas de ciranda, sertanejo, pagode ou samba
Instrumentos empoeirados, arco e flecha, espada e lança
//
E essa neve que cai sem parar?
Quantas outras árvores a quebrar?
Quantos outros montes despencar?
Quantos outros rios congelar?
E aí pergunto se um dia o sol vai clarear?
Se essas constantes nuvens grossas vão se dissipar?
Me pergunto se um dia os ursos vão voltar a caçar?
E as Águias que nascer, se dos seus ninhos um dia vão s lançar?
[...]
Porque tudo parou absurdamente
É como se de cama eu estivesse estado e tido doente
Procurando pôr em rimas sentimentos
De um coração que morreu e esqueceu de como é bom amar.
Minhas mãos sem luvas
Meus dedos sem anéis
Meus chapéus descosturados
Meus Livros sem Papéis
Minha Íris acinzentada
Meu chocolate sem açúcar nem cacau
Meu café sem nicotina
E o Planeta Terra sem água potável
Adeus lindo beija-flor
Adeus tubarão, foca, pinguim
Adeus todas as estações
TODO INICIO TEM UM FIM.
02/06/2024
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